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Em 2022, DF tem maior proporção de candidaturas femininas da história

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A proporção de candidaturas de mulheres no Distrito Federal cresceu 4% em relação às eleições de 2018 e chegou a 35% neste ano. Com isso, a capital está entre as cinco unidades da Federação com a maior porcentagem de candidatas — atrás de Sergipe, Roraima, Rio Grande do Norte e Amapá, com 36% cada —, além de alcançar a maior estatística da série histórica, desde 1998.

Eram 18% de mulheres na disputa em 1998 e 2002; 20% em 2006; 24% em 2010 e 31% em 2014 e 2018. Porém, a proporção ainda continua baixa, já que 52,2% da população do DF é do *** feminino, segundo dados da Codeplan de 2021. Ao todo, 891 moradores tentam se eleger a cargos de deputado distrital, federal, senador e governador. Deste número, 575 são homens (65%), 313 são mulheres (35%) e três pessoas não divulgaram o gênero.

Apesar do aumento na proporcionalidade de candidaturas femininas em 2022, o número absoluto caiu. Em 2018, eram 868 homens (69%) e 389 mulheres (31%). Quando avaliado o posto mais alto em disputa, para o Governo do Distrito Federal, não há evolução entre a eleição atual e a última. Em ambos os pleitos, apenas duas mulheres homologaram candidatura ao Buriti.

Para Marina Brito, doutora em Ciência Política e professora da Universidade de Brasília (UnB), por mais que as mulheres se interessem em ter atuação partidária e se candidatarem a cargos eletivos, elas ainda enfrentam uma série de obstáculos para conseguirem se candidatar.

“Entre eles estão as disputas partidárias e a concentração da capacidade de tomada de decisão ainda nas mãos de líderes partidários homens, a ausência de financiamento para as campanhas — que faz com que nem sempre seja viável a candidatura —, a violência política de gênero, entre outros”, analisa.

A professora observa, ainda, que estereótipos de gênero retiram o protagonismo da mulher no debate e na participação política. “São discursos que alimentam os obstáculos que mencionei, com destaque para a violência política de gênero. Também reforçam elementos culturais fortemente presentes na sociedade brasileira, que dissociam as mulheres de uma atuação político-partidária e afastam votos em candidatas”, elenca.

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No Congresso

Um destaque positivo vem da corrida à Câmara dos Deputados. Para o cargo de deputado federal, a capital do país tem a melhor média de candidatas por vagas, segundo dados levantados pela Casa. São 75 concorrentes para uma bancada de oito parlamentares, o que gera uma média de 9,4 postulantes por vaga. A média nacional é de 6,9 candidatas para cada cadeira. A pior proporção vem do Rio Grande do Sul, com 5,8.

Na visão de Gabrielle Abreu, historiadora que integra o movimento Mulheres Negras Decidem e coordena a área de Memória, Verdade e Justiça do Instituto Vladimir Herzog, ainda há poucos estímulos por parte do sistema eleitoral e dos próprios partidos para fomento de candidaturas de mulheres, principalmente negras.

“Isso é fundamental para poder romper com essa cultura machista que credita às mulheres apenas os cuidados domésticos, restritos à vida privada. Há uma cultura no Brasil, historicamente, que aparta as mulheres da arena política. Sobretudo no século XX, as mulheres eram entendidas como figuras restritas ao âmbito privado. Então, tudo que era da porta para fora, que dizia respeito ao âmbito público, as mulheres não seriam capazes de fazer. Esse é um ponto. Essa visão estrutural, nossa cultura machista, que alija as mulheres desses processos”, diz Gabrielle.

Em 2021, o Congresso Nacional promulgou a Emenda Constitucional 111, que deu mais peso às eleições de mulheres e negros. O texto estabelece que votos às mulheres e pessoas negras serão contados em dobro no cálculo da distribuição dos recursos dos fundos partidário e eleitoral nas eleições de 2022 a 2030.

A professora Marina Brito ressalta que o texto foge de uma lógica punitivista e investe em uma dinâmica de incentivo. “Já sabemos que ela também teve efeitos incrementais no aumento das candidaturas femininas. Esse movimento pode ser explicado porque, em eleições anteriores, o número de candidatas poderia estar sendo inflado pelas candidaturas laranjas, casos em que muitas vezes a candidata não chegava a receber nem um voto”, pontua.

Outro grupo que enfrenta barreiras é representado por candidaturas que aderiram ao nome social, ou seja, de pessoas que não se identificam com o gênero que nasceram. São 36 em todo o país. Bahia e Rio de Janeiro, com cinco candidatos e candidatas transgênero cada, são os estados com mais pessoas do grupo. O DF, com três pessoas, fica em terceiro lugar, empatado com o Rio Grande do Sul.

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Daniel Joseph

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